
PIS/Cofins zerado na gasolina até 09/11: a conta da frota
O Decreto 13.134 zerou PIS, Cofins e Cide da gasolina até 09/11/2026. Veja o que vale na frota, como checar se o desconto chegou ao tanque e o que planejar.
O governo prorrogou a subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel por 30 dias. Veja como montar o orçamento da frota em três cenários, com conta e checklist.

O governo prorrogou, mais uma vez, a subvenção ao diesel. A Portaria MF nº 3.181, de 27/10/2026, manteve o valor de R$ 2,12 por litro por mais 30 dias, segundo nota do Ministério da Fazenda. Para o gestor de frota, a notícia levanta uma pergunta que a nota não responde: e se, no mês que vem, o desconto acabar?
Quem orça combustível mês a mês, olhando só o preço da última bomba, descobre o problema quando a nota fiscal já chegou. Este guia mostra como montar o orçamento de diesel em três cenários, com uma conta que cabe numa planilha, um exemplo numérico e um gatilho de revisão para cada prorrogação.
A nota do Ministério da Fazenda, publicada em 28/10/2026, informa três coisas que importam para o orçamento. A primeira: o valor da subvenção continua em R$ 2,12 por litro de óleo diesel. A segunda: a prorrogação é de 30 dias. A terceira: a medida se apoia na Medida Provisória nº 1.391, de 11/09/2026, e quem recebe a subvenção são os produtores e importadores do combustível.
A nota não informa a data final da vigência nem obriga o repasse do desconto até o posto. Isso muda a leitura do número. Os R$ 2,12 são o que o governo paga a quem produz e importa; o quanto disso chega ao litro que a sua frota abastece depende de distribuidora, posto e contrato. Confira a data de vigência no Diário Oficial da União antes de fechar qualquer previsão.
Se você quer entender como esse desconto se comporta na ponta, vale ler também a conta que a frota fez quando o governo zerou o PIS/Cofins da gasolina: a lógica de incentivo temporário e de repasse incerto é a mesma.
Incentivo com prazo curto produz um preço que não é estável. Se o orçamento do ano usa o preço de hoje como se fosse permanente, ele embute a subvenção para sempre. Se usa o preço sem subvenção, superestima o gasto e pode travar a operação à toa. O meio-termo é trabalhar com três preços e saber, para cada um, quanto a frota gasta a mais.
Etapa 1: levante os litros reais por mês. Some o volume de diesel abastecido nos últimos três a seis meses e tire a média mensal. Use o que foi abastecido de fato, por veículo, e não a estimativa de consumo por quilômetro. Se você ainda não separa o diesel dos outros combustíveis, comece por aí. O controle de abastecimento também ajuda a limpar erros de digitação que inflam ou escondem litros.
Etapa 2: ache o preço médio pago. Divida o gasto total de diesel do mês pelos litros abastecidos. Esse é o seu preço médio real, já com a mistura de postos, contratos e horários. Ele pode ser bem diferente do preço de bomba que aparece na imprensa.
Etapa 3: defina o aumento de cada cenário. Não existe número oficial de quanto o litro sobe se a subvenção acabar, porque o repasse não é obrigatório. Por isso, escolha valores de referência e declare que são hipóteses. No exemplo abaixo usamos R$ 0,50, R$ 1,00 e o teto de R$ 2,12, mas o seu moderado e o seu forte devem sair da sua operação: da variação de preço que você já viu em meses anteriores e do que o seu fornecedor admite repassar.
Etapa 4: calcule o custo a mais. A conta é uma multiplicação: litros por mês vezes o aumento do litro. Depois multiplique por 12 para ter o efeito anual. É essa conta que mostra se o risco cabe no orçamento ou exige reserva.
Etapa 5: ligue cada cenário a uma ação. Orçamento sem ação vira planilha esquecida. Para cada cenário, escreva o que a empresa faz se ele acontecer: segurar reajuste de frete, renegociar contrato com o cliente, rever rota, acionar reserva.
Os valores abaixo são um exemplo para mostrar a conta, não uma previsão de preço. Troque os litros e os aumentos pelos números da sua frota.

| Cenário | Aumento do litro | Conta mensal | Custo a mais por mês | Custo a mais por ano |
|---|---|---|---|---|
| Base | R$ 0,00 | 10.000 × 0,00 | R$ 0,00 | R$ 0,00 |
| Moderado | R$ 0,50 | 10.000 × 0,50 | R$ 5.000,00 | R$ 60.000,00 |
| Forte | R$ 1,00 | 10.000 × 1,00 | R$ 10.000,00 | R$ 120.000,00 |
| Teto teórico | R$ 2,12 | 10.000 × 2,12 | R$ 21.200,00 | R$ 254.400,00 |
A leitura prática: se essa frota fechou o ano contando com o cenário base e o litro subir R$ 1,00, ela perde R$ 10.000,00 por mês sem ter errado em nada na operação. É essa diferença que o orçamento em cenários antecipa.
A subvenção vem em fatias de 30 dias, então o orçamento precisa de um gatilho de revisão amarrado a esse ritmo. Defina uma pessoa responsável por olhar o Diário Oficial e as notas do Ministério da Fazenda no fim de cada período. Se houver prorrogação, o cenário ativo continua o mesmo. Se não houver, a empresa já sabe qual cenário passa a valer e qual ação disparar.
Combine essa rotina com os indicadores que você já acompanha. O custo por km rodado deve ser recalculado com o preço do cenário ativo, e a conta de etanol ou gasolina vale a mesma disciplina para a frota flex. Se a frota diesel tem veículo parado, o custo do carro ocioso pesa ainda mais quando o litro sobe.

Não necessariamente. Segundo a nota do Ministério da Fazenda, quem recebe a subvenção são produtores e importadores, e a nota não menciona repasse obrigatório ao consumidor final. O efeito no litro que a sua frota paga depende da cadeia até o posto.
A nota informa prorrogação por mais 30 dias, mas não traz a data final. A Portaria MF nº 3.181, de 27/10/2026, é o ato de referência; confirme a vigência no Diário Oficial da União antes de usar a data no orçamento.
Não há número oficial. Use a maior variação de preço que a sua frota já enfrentou em um mês e compare com o que o fornecedor admite repassar. Declare o valor como hipótese no orçamento.
Pode ser exagero e travar a operação sem necessidade. O orçamento em três cenários mostra o intervalo de risco e permite agir só quando o cenário se confirmar.
Sim, em escala menor. Uma frota de 2.000 litros por mês, por exemplo, tem um custo extra de R$ 2.000,00 por mês se o litro subir R$ 1,00. A conta é a mesma e leva poucos minutos.
Conteúdo informativo, atualizado em 02/11/2026. Regras de trânsito e valores mudam por estado e por resolução — confirme sempre no órgão oficial antes de decidir.

O Decreto 13.134 zerou PIS, Cofins e Cide da gasolina até 09/11/2026. Veja o que vale na frota, como checar se o desconto chegou ao tanque e o que planejar.

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